De volta (à Fórmula 1)

março 27, 2011 Deixe um comentário

Amigos, depois de um longo período de ausência, estou de volta… Em 2010, o Mural do Guiba obteve um excelente número de visitas com os posts da Fórmula 1 e as listas de exercícios de matemática do PVC. “Welcome back”!!!

 

Começou a F-1. Em Melbourne, Vettel confirmou o favoritismo, dominando a corrida após um título inesperado. Seu carro é o mais rápido do grid e acho difícil alguém tirar o título dele. É só a primeira etapa, mas as diferenças no cronômetro para os concorrentes foi bem considerável.

Já Webber fez uma corrida apagada, largando razoavelmente e perdendo duas posições no box. Quinto lugar burocrático!

As McLaren, diziam, estavam mal após uma pré-temporada ruim. Alonso disse que duvidava desse mau desempenho. Tô com ele, viu? Ron Dennis e sua turma são “macacos velhos” na F-1, e podem perfeitamente utilizar desses artifícios para surpreender todo mundo. São os adversários mais perigosos da Red Bull, por enquanto.

Em Melbourne, Hamilton foi o segundo, após um trabalho bem feito, e Button foi o sexto, após largar mal e ultrapassar Felipe Massa.

As Ferrari tiveram um desempenho regular. Terceira equipe do fim de semana, Alonso bem que partiu pra cima de Webber, fez boas ultrapassagens, mas acabou em quarto. Enquanto isso, Felipe Massa, após rodar de forma bisonha na classificação, mostrou um ritmo bem mais lento. Segurou Button no começo da prova (gerando o momento mais interessante da corrida, em que o inglês cortou caminho e foi punido) e depois que perdeu a posição, não defendeu a posição quando Alonso estava atrás. Ninguém está falando disso, é minha opinião. Massa deixou Alonso passar de novo. Mas agora ordem de equipe pode né? Então tá feito, Massa vai ser segundo piloto da Ferrari de novo.

Das demais atrações, decepção total para Schumacher, que abandonou a corrida, além de tomar tempo do Rosberg; Rubens Barrichello, que teve um bom ritmo durante o fim de semana, cometeu um erro grosseiro, inaceitável para um piloto experiente como ele: muito longe de Rosberg, ele tentou ultrapassar na curva mesmo assim. Como disse o Burti na transmissão, ele “se empolgou”. Tirou o filho de Keke da corrida e não conseguiu os pontos que o seu carro permitia (cabia uns 8 ou 10).

E, claro, a grande corrida de Vitaly Petrov, russo que não empolgou muito ano passado (exceto quando segurou Alonso na última corrida e ajudou Vettel a ser campeão), mas que começou no pódio esse ano. Um excelente trabalho, uma mostra de que ele pode roubar alguns pontinhos dos favoritos (já fez isso). Vamos esperar!

Espero que os pneus menos duradouros propiciem mais emoções nas próximas corridas. A asa móvel não se mostrou tão eficiente assim, mas foi só a primeira corrida. Levantadas como bandeira em prol das ultrapassagens, essas medidas ficaram abaixo das expectativas na primeira corrida do ano.

Na bem da verdade, se a F-1 sofre de falta de emoção nas corridas, é por que existe uma grande diferença entre o desempenho dos carros. Se o pneu desgastado atrapalha um, atrapalha todos, e as posições nas corridas tendem a ficar as mesmas. Conjecturando…

E você, concorda comigo? O que achou da primeira etapa da F-1 2011?

Abraço a todos

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Resolução da prova de matemática UFSC 2011

dezembro 23, 2010 2 comentários

Para visualizar prova e resolução de matemática UFSC 2011, clique abaixo!

Resolução da prova de matemática UFSC 2011

Qualquer dúvida entre em contato!!!

Abraço,

Prof. Guiba

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Resolução prova matemática UDESC 2011.1

outubro 28, 2010 Deixe um comentário

Aqui vai a resolução da prova de matemática UDESC 2011.1

Resolução prova de matemática

 

Falou, galera!!!

 

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Brigas e vergonhas no pós-Copa

julho 25, 2010 Deixe um comentário

Pois é, a Copa acabou e a F-1 continua.

Nos dois últimos GP, Inglaterra e Alemanha, a F-1 presenciou dois momentos críticos dentro de duas das mais importantes equipes do circuito na atualidade.

A Red Bull, dos ainda não campeões Sebastian Vettel e Mark Webber, tem o carro dito mais rápido e mais equilibrado da categoria. Porém, mesmo depois dos panos quentes após o incidente na Turquia, a equipe viveu um momento muito constrangedor em Silverstone, quando a equipe teve que trocar a asa dianteira do carro de Vettel, e colocou a que estava no carro de Webber no lugar. Atitude que levaria a crer que o australiano estaria relegado a segundo piloto, pois estava atrás no campeonato. Venceu, foi sexto hoje em Hockenheim e está empatado com o companheiro de equipe.

Existe a máxima de que equipe que permite briga interna corre um risco adicional de perder o campeonato. É verdade, se pensarmos à luz da razão, porém nenhum dos dois pilotos da Red Bull está correndo com o rótulo de coadjuvante. A equipe não definiu esse coadjuvante, e Mark Webber mostrou que tem sim todas as condições técnicas de disputar o título com Vettel. Nesse momento, a equipe não tem como definir um primeiro piloto sem o risco de cometer uma injustiça. Certos padrões de ética e desportividade precisam prevalecer para que a F-1 não perca totalmento o seu encanto, como categoria máxima do esporte automobilismo que é.

A princípio, Vettel seria o primeiro piloto, o mais talentoso, o mais arrojado. Só que ele já cometeu uma série de erros nessa temporada que põem em xeque o seu preparo e o seu momento de ser coroado campeão mundial de F-1. Em outras palavras, o alemão precisa melhorar no aspecto regularidade, constância. Não pode cometer erros como o da Turquia, que lhe custou pontos preciosos, e nem o da largadas das duas últimas corridas, em que partiu na frente e perdeu a ponta, sem poder recuperá-la depois. Webber, sendo o piloto com mais vitórias nessa temporada (também com problemas de regularidade, especialmente no começo do ano) está tão no páreo como o alemão número 5.

Situação complicada, sim, para Christian Horner, chefe do time austríaco. A McLaren, mesmo com menos vitórias e talvez menos brilho, lidera o campeonato de pilotos com seus dois comandados, Hamilton e Button (nessa ordem). A regularidade tem sido a carta na manga do time de Ron Dennis, aliado a um bom relacionamento que os dois pilotos, MESMO BRIGANDO PELO TÍTULO, demonstram ter. Creio que a experiência esteja sendo um fator decisivo nesse momento, embora a Red Bull tenha todas as condições (e credenciais) para a glória máxima do automobilismo. Correndo e aprendendo…

Porém, hoje, 25 de julho, o grande fato que vai assombrar o paddock é a manobra da Ferrari no GP da Alemanha. A equipe, sem usar palavras, mas sim atitudes diretas, ordenou Felipe Massa a ceder a primeira posição para Fernando Alonso. O espanhol, quando na cola do brasileiro, sem contudo ultrapassá-lo, disse que “aquilo era ridículo”, em referência ao fato do brasileiro estar a sua frente. Rob Smedley, engenheiro de Massa, muito constrangido, deu o recado para seu piloto, e pediu desculpas ao final da corrida.

As únicas desculpas que cabem aqui são as esfarrapadas. O argumento de que o espanhol era mais rápido pouco convence, pois Massa em muitas voltas era até mais rápido que o companheiro. No momento da maracutaia não, mas tem que se levar em conta o direito de um piloto que está em primeiro lugar de garantir sua vitória. É um direito moral que a equipe precisa entender e respeitar. Havia uma disputa de posição, interessante, e de repente a equipe decide que o piloto que está atrás deve estar à frente. Como disse Lito Cavalcanti no VT do SporTV, “é nessa hora que o telespectador desliga a TV e sai pra passear com o cachorro”.

Ridículo… Isso só escancara o lado negro da F-1, que muitas vezes coloca interesses comerciais acima da legitimidade do esporte. Não sei se é o caso, creio que sim, pois a contratação de Alonso já trazia essa prerrogativa desde o começo. Muitos esperavam que ele fosse o primeiro piloto, e hoje tivemos a prova cabal de que estavam certos. Não há negócio, nem patrocínio, que deem o direito da equipe de fazer de otário o torcedor brasileiro. O trauma de Barrichello vai voltar, e ninguém vai ganhar muita coisa com isso. Alonso tem chances remotas de ganhar o título (Massa já não tinha quase nenhuma, agora então), e deixou claro que quer contar com a equipe inteira (inclusive Massa) para ser tricampeão. Acho difícil, pois a desvantagem para McLaren de Hamilton, líder do campeonato, ainda é considerável. Resta saber se o novo pacote aerodinâmico de Maranello pode ou não trazer uma reviravolta no campeonato. Depois de mais um vexame, não são merecedores.

Enquanto isso, Mercedes, Renault, BMW Sauber, Force India e Williams (mostrou uma boa evolução com duas grandes corridas de Barrichello), agora também lutando para largar entre os dez, continuam na luta por dias melhores. A temporada de Schumacher diga-se de passagem, continua decepcionante.

Schumacher, que declarou que faria o mesmo se estivesse no lugar de Massa. Quem assistiu ao GP da Áustria de 2002 certamente duvida disso.

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Corrida em tempo de Copa

Em tempo de Copa do Mundo, o mundo realmente volta suas atenções para o futebol. Atletas de diversos esportes manifestam publicamente sua torcida pelas seleções de seus respectivos países.

Mas a F-1 não pára (e tem todo ano!).

Nas corridas do Canadá e Europa, viu-se uma evolução real da McLaren, que passa a medir forças em pé de igualdade em relação à Red Bull. Lewis Hamilton venceu com direito à pole na América do Norte, enquanto Vettel fez o mesmo em Valência. O campeonato continua disputado, com 24 pontos (menos de uma vitória) separando o primeiro do quarto colocado (Hamilton, 127 e Webber 103).

Os dois pilotos de McLaren e Red Bull dão pinta de que vão disputar o título. Claro que ainda tem metade da temporada pela frente (e 250 pontos em disputa), mas as duas escuderias vêm deixando claro que estão superiores às demais.

No time austríaco, o incidente da Turquia parece ter ficado para trás, embora o prejuízo aritmético possa ser sentido ao final da última etapa, em Abu Dhabi, dia 14 de novembro. Vettel, com a vitória no GP europeu, reage na briga interna com Webber, provando que está no páreo. Com a batida, o australiano Webber, número 6, perdeu pontos importantes, tal como Vettel em 2009. Bom para as McLarens de Hamilton e Button que, mais regulares, lideram o campeonato de pilotos e construtores. Sem ter exatamente o melhor carro.

Os dois últimos campeões mundiais parecem em boa forma. Hamilton voltou a frequentar as primeiras posições, enquanto Button, sempre sobrevivente (só não pontuou em Mônaco), vai se beneficiando de estratégias eficientes que recuperam posições aparentemente perdidas no sábado. O safety car ocasionado pelo choque Webber-Kovalainen prejudicou as duas Ferraris, que ficaram uma volta  a mais na pista, logo quando pararam, perderam posições, pois não podiam andar rápido justamente em virtude do carro de segurança. O atual campeão do mundo parou logo e se deu muito bem. Acabou pulando de sétimo para terceiro.

A manobra de Hamilton, que teria ficado ilegalmente à frente do safety car quando este estava na pista, foi o lance mais interessante em Valência. Reclamações da Ferrari à parte, Hamilton foi beneficiado por Kobayashi, que largou de pneus duros (brilhante estratégia) e ficou muitas voltas antes de colocar o pneu macio. Nesse meio tempo, ficou logo atrás de Hamilton, segurando os seus concorrentes, permitindo que Hamilton andasse rápido o suficiente para cumprir o drive-through e ainda assim voltar no mesmo segundo lugar em que entrou.

Sorte para Hamilton a palmas ao japonês da BMW Sauber, que, ultrapassando Alonso no final da prova, conseguiu um ótimo sétimo lugar, melhor colocação do time suíço na temporada. Largou em 18°.

E as Ferraris, em má fase, mais reclamam do que andam. Reclamam dos outros, reclamam do carro e vão ficando mais distante do título, principalmente Felipe Massa, que não faz uma boa temporada. Existem boatos sobre uma vinda de Kubica para a Rossa, mas segundo consta, o contrato foi renovado. Vamos esperar até o fim do ano…

Alonso ainda tem “apenas” 31 pontos a menos que Hamilton, mas Massa… 60 pontos para o líder. Já é muito pra quem sonha com algo mais nobre pilotando a Ferrari.

Enquanto isso, a Mercedes de Schumacher continua fraca, pouco competitiva. O alemão esperava mais ao retornar para a F-1, depois de seus 7 títulos e 91 vitórias. Se ele ganhar a próxima corrida, será uma grande zebra. Schumacher vencer é zebra?????

Em 2010, sim. E ele tem contrato até 2012.

Enquanto isso, a Williams de Barrichello foi melhor na última corrida, colocando os dois carros na Q3. Vamos esperar mais corridas para comemorar essa evolução, tomando cuidado com glórias fortuitas.

As equipes pequenas continuam a andar muito atrás, constituindo uma “segunda divisão” dentro da F-1. Na pista, ocorre sempre o perigo de acidentes como os da última corrida. Culpa de quem quer que seja, os pilotos de ponta precisam tomar um cuidado a mais. Porém, sem elas o grid ficará muito restrito. Coisas do negócio!

E, no próximo dia 11, data da final da Copa em Johannesburgo, GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, um dos autódromos mais tradicionais da F-1, repleto de histórias e mitos que por ele voaram. Mais um capítulo está por vir!

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Domínio (?) da Red Bull na F-1

Voltando a este espaço após alguns dias ausentes… Obrigações profissionais, sabe como é!

Mas a F-1 não pára. Nesse começo de temporada europeia, a F-1 vem com uma mensagem diferente: o carro mais rápido todos estamos vendo que é o da Red Bull, visto que, sem estratégias de combustível, eles fizeram a pole em todas as sete etapas do mundial já disputadas.

Mark Webber, queimando minha língua, venceu de novo, em Mônaco (com o companheiro em segundo), e assumiu a liderança do mundial, mostrando que está ali para ser adversário de Vettel, e não coadjuvante como muitos pensavam antes. Foi constante no Principado, sem ser ameaçado, enquanto que na Turquia foi bem mais incomodado, por Hamilton e a McLaren. E, claro, pelo parceiro de time – e agora adversário na luta pelo título – Sebastian Vettel.

Os carros de Woking comandandos por Ron Dennis, Martin Whitmarsh e cia estão em evolução, como mostrado em Istanbul, onde Hamilton seguiu sempre de perto Mark Webber. Ganhou a corrida em função da confusão no time austríaco – culpa de Vettel, na minha opinião – mas enquanto a tecnologia e a aerodinâmica não se imporem em definitivo, a pontuação nos dois campeonatos (pilotos e construtores) ficará sempre apertada, alternando várias posições corrida a corrida.

Será que a Red Bull de Adrian Newey vai conseguir perder o título? Será que Hamilton ou Button poderão ser bi já este ano? Creio que não. Mas crer não é afirmar.

A Red Bull precisa estabelecer regras dentro da equipe, como disse Christian Horner, chefe do time. Se é para lutar pela posição, alguns cuidados extras devem ser tomad0s – Hamilton e Button também ensaiaram um bom duelo, sem colisões – para que ambos não tirem pontos um do outro, como já ocorreu tantas vezes na história da categoria.

Vettel é um menino, ainda precisa amadurecer a cabeça em alguns sentidos. Briga pelo título, mas o peso do favorito pode confundir-lhe em momentos cruciais. O gesto ao sair do carro (chamando Webber de louco) é inadequado dentro de uma equipe que quer dominar a F-1. A batida com o companheiro e os pontos perdidos em Istanbul provavelmente falarão alto mais adiante. Enquanto isso, o australiano, em sua nona temporada na F-1, vai enfim se tornando a ser de fato, piloto de ponta.

E na McLaren? Clima em paz, por enquanto. Os dois últimos campeões mundiais estão prontos para aproveitar qualquer falha da Red Bull, a poucos pontos do líder Webber. Nos construtores, a dobradinha na Turquia valeu a liderança para a equipe, um tento a frente do time de Mateschitz, 172 a 171. Ainda não ocorreu nenhum fato polêmico para incitar mais discussões. Ainda…

Na Ferrari, a polêmica da China, quando Alonso passou Massa na entrada do box sumiu dos noticiários. A Ferrari deu passos para trás na luta por vitórias, vendo a aproximação da Mercedes de Schumacher e Rosberg. Alonso ainda está a apenas 14 pontos do líder (a vitória vale 25), devido aos resultados mais regulares, mas nesse momento, não é o foco principal dos holofotes mais valiosos do automobilismo mundial.

Quanto aos brasileiros, Barrichello, Senna e di Grassi vão lutando contra a mediocridade dos seus bólidos. Vamos acompanhar mais para comentar.

E você, o que está achando do campeonato 2010 e F-1?

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Red Bull te dá aaaaaasaasssss

O título diz tudo… O Grande Prêmio da Espanha em Montmeló deixou muito claro a superioridade desse time que tem dinheiro por causa dos famosos energéticos.

O traçado espanhol é emblemático no sentido de provar qual o carro mais equilibrado. Sempre foi assim, e os RBR de Webber e Vettel não tomaram conhecimento de ninguém nos treinos classificatórios. Primeira fila do grid, disparado na frente da concorrência.

Se bem que, na corrida, de novo o alemão teve probleminhas com freios, enquanto que o australiano venceu de ponta a ponta com toda autoridade. Perderiam, como disse Whitmarsh, da McLaren, apenas pelos seus próprios meios.

A corrida foi interessante em alguns sentidos. Desde a reação do australiano, que vinha mal no campeonato, e agora é quarto, passando pela intromissão de Lewis Hamilton, desafortunado com um pneu furado nas voltas finais, a corrida conservadora e sortuda de Alonso, até a briga de Button e Schumacher.

O campeão de 2008 atacou Vettel na largada, ganhou a posição na saída dos boxes e não foi ameaçado por ninguém pelo seu segundo lugar. Apenas teve o azar de pegar “algo” na pista que furou seu pneu e provocou uma batida. Coisas de corrida…

Fernando Alonso, embalado pela torcida, correu com o que tinha, numa posição que lhe permitiu somar alguns pontos. Ele sabe que Red Bull dá asas em 2010 na F-1. Ganhou a posição de Vettel, com problemas nos freios, e herdou o segundo lugar do seu antigo inimigo de McLaren.

Cabe ressaltar os problemas que Sebastian Vettel têm tido. Ele é o favorito natural ao título, visto que tem mais respaldo que Webber no paddock. Nada que não possa ser mudado, mas acho difícil. Essa vitória pareceu esporádica.

E Schumacher?

O alemão ganhou o quinto lugar do atual campeão nos boxes, e defendeu-se lindamente dos ataques do número 1 da McLaren. Ao final, o inglês nem atacou mais, e ficou em quinto, graças ao pneu furado do companheiro de equipe. Segue líder, graças às suas duas vitórias, em corridas circunstanciais. Mostra que não deve defender o título, visto que, sem chuva, foi quinto colocado, no máximo. Em condições normais, Lewis Hamilton tem andado à frente.

Já Felipe Massa e Rubens Barrichello foram bons coadjuvantes. O ferrarista perdeu pontos em relação ao rival Alonso, e mostra que não está tão bem cotado assim na briga interna. O episódio da China poderá ser o primeiro de uma interessante rivalidade que está por se revelar. E Barrichello, numa Williams pouco competitiva, tem que se contentar com os 7 pontos que conquistou (Hulkenberg tem 1). Foi nono, nada ou pouco aquém do que lhe cabia.

É perceptível que a tabela de classificação não reflete a realidade percebida na pista. Os RBR ganharam duas das cinco corridas até agora, apesar de terem conquistado todas as poles. Jenson Button deu show de estratégia tanto na Austrália quanto na China, e conseguiu pontos a ponto de assumir a liderança. Hamilton dá show de pilotagem, mas até agora não figurou na liderança do campeonato. Michael Schumacher tem 22 pontos, 28 a menos que Nico Rosberg, mas pode estar se adaptando melhor ao carro, começando a dar o ar de sua graça. Conseguiu um bom quarto lugar, sempre à frente do companheiro filho do campeão de 1982.

O que se espera é que a temporada europeia, com poucas corridas chuvosas, possa enfim privilegiar o projetista Adrian Newey e o talento de pilotos como Vettel e Webber. O favoritismo existe, e eles estão voando. Resta esperar como a nova F-1, da sobrevivência, reserva-nos alguma surpresa.

Rumo ao principado…

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